Após 20 anos da queda do muro, ainda pairam dúvidas acerca do verdadeiro número de mortos na tentativa de transpô-lo.
Apenas onze dias após o término da construção do Muro de Berlim, o primeiro alemão da parte oriental foi abatido ao tentar passar para o outro lado. Até hoje, 125 mortes foram confirmadas, todavia, estudiosos acreditam que mais de 200 pessoas perderam a vida nos arredores do muro. Atualmente, pesquisadores tentam esclarecer as reais circunstâncias em que as vítimas morreram – a maior parte era constituída por homens com cerca de 30 anos, mortos quando tentavam transpor a barreira em direção à Berlim Ocidental.
A última vítima dos guardas fronteiriços foi Chris Gueffroy, assassinado com dez tiros, em fevereiro de 1989. Num primeiro momento, os guardas que mataram Gueffroy foram condecorados, contudo, após a reunificação da Alemanha, tiveram que arcar com processos. O responsável pelo tiro fatal, Ingo Heinrich, foi sentenciado com uma pena de três anos e meio de reclusão.
Não existe número exato de mortos nesse caso porque, assim como o regime militar brasileiro, a RDA impedia a divulgação de informações sobre os incidentes ocorridos na fronteira. Vários processos judiciais foram instaurados e concluídos, sendo que o derradeiro se encerrou com uma sentença condenatória, no dia 9 de novembro de 2004 – justamente 15 anos após a queda do Muro de Berlim.
