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Dicas, aprenda +

Produções retratam o período pré e pós derrubada do muro que dividiu país, homenagem aos 20 da queda do Muro de Berlim.

FILMES

A Vida dos Outros

Um Amor Além do Muro

Adeus, Lênin

O Muro

Hedwig – Rock, Amor e Traição

LIVROS

Muro de Berlim – Um mundo dividido 1961-1989 (Ed. Record)

A Queda do Muro (Ed. Oceanos)

1989 – O Ano que mudou o mundo – A verdadeira história da queda do muro de Berlim (Ed. Zahar)

O Verde Violentou o Muro – Vida em Berlim antes e agora (Ed. Global)

A Queda do Muro de Berlim e a Presentificação da História (Ed. Atelier Editorial)

MÚSICAS

“The Wall” – Pink Floyd

“Wind of Change” – Scorpions

“We Are One” – Paul van Dyk

“TV Glotzer” – Nina Hagen

“Die Live Hits” – Puhdys

Fonte: G1

Homenagem ao Muro

Em Londres foi criada uma escultura de gelo em frente à embaixada alemã que lembra os 20 anos da queda do Muro de Berlim, homenagem ao aniversário da queda socialista.

O Muro de Berlim de hoje

Já faz 20 anos desde a queda do muro de Berlim e, mais de 40 anos de sua construção, porém as cicatrizes marcadas no chão na capital alemã estão vivas através de uma estreita faixa de paralelepípedos. Considerado o símbolo da Guerra Fria, o muro da oposição entre o capitalismo e o socialismo, entre a área de influência norte-americana e a área de influência soviética deixa legados não só para a Alemanha e a Europa em um todo, mas para o mundo assistiu a guerra de ameaças entre super potências e a consolidação do capitalismo.

A ruptura do muro, em 9 de novembro de 1989 significou o início de uma nova era, possibilitou a cidadãos e refugiados da Cortina Ferro – termo que designava, durante a Guerra Fria, os países comunistas europeus sob influência soviética – a desvendar o mistério do “outro lado” e poder do consumo – e de quebra, fazer parte da decadente burguesia ocidental.

O muro tinha vida e ainda faz presença na cidade, hoje mais turística do que habitada. Hoje, uma Alemanha desenvolvida, ainda não pode se dizer é totalmente unificada. Há diferenças marcantes nos índices de empregos dos distintos lados: ocidente e oriente, resquícios do efeito de quatro décadas de totalitarismo. Contudo prevê-se que em dez anos não haverá diferenças no país reunificado. Será?

Para o britânico Eric Hobsbawn, ícone da historiografia, o principal efeito da queda do Muro de Berlim foi a desestabilização da geopolítica mundial em prol da superpotência remanescente – os EUA, que não é mais. Em seu livro “A Era dos Extremos” (Cia das Letras), ele já defendera os desdobramentos da queda do muro como crucial para o rápido século 20, marcado pela destruição de um sistema internacional estável, a morte do socialismo em sua única tentativa prática.

Porém, a ensaio do socialismo ainda não chegou ao fim. O capitalismo, forte e vistoso difundido pelos EUA, iludidos que poderiam como uma única superpotência a exercer hegemonia, fracassou. Responsáveis pelo colapso mundial – a crise financeira eclodida no final de 2008 é aos olhos de historiador Hubsbawn, o novo muro de Berlim, agora do Neoliberalismo, o qual oferece (supostamente) uma chance de reabertura para perspectivas esquerdistas, todavia com a ideologia repaginada.

Filme "Dramática Travessia", produzido pela Disney em 1981.

O filme “Dramática Travessia” (Night Crossing), produzido pela Disney em 1981, é baseado na história verídica das famílias Streizyk e Wetzel, que fugiram do leste da Alemanha rumo ao oeste, em setembro de 1979, à bordo de um balão caseiro de ar quente. O filme mostra o contexto histórico e social da Alemanha Oriental, dando início à trama ao narrar a morte de um adolescente que tentou pular o muro e, posteriormente, o desaparecimento da família do mesmo.

A partir destes acontecimentos, os Streizyk e Wetzel, fartos de viverem sob o regime da RDA, decidem fazer um balão capaz de carregar as duas famílias. Eles compram vários metros de tafetá, justificando que o tecido seria usado em acampamentos, e, dessa forma, costuram o balão no sótão de uma das casas. Apesar das dificuldades encontradas, como a desconfiança de vizinhos, dúvidas sobre a viabilidade do plano e tentativas frustradas, eles conseguem alçar voo com o balão e, após perseguição, atravessam o muro e posam numa clareira da floresta, pertencente à Alemanha Ocidental.

O longa-metragem retrata a angústia da população berlinense do leste frente à violência e manipulação de informações, promovidas pela RDA. Representa também a vontade que eles tinham de desfrutar do desenvolvimento que permeava a parte capitalista, todavia, não se pode perder de vista que o filme foi produzido por uma empresa norte-americana, durante o período da guerra ideológica, ou seja, é comprometido ideologicamente, colocando o sistema capitalista – portanto, os Estados Unidos – como o grande redentor da humanidade.

Com o enfraquecimento da União Soviética, a Alemanha decidiu se unir novamente, derrubando o muro que os separava.

 

Historicamente recente, a queda do Muro de Berlim completou 20 anos no dia 9 de novembro de 2009. A data foi homenageada com a queda de um paredão de dominós gigantes. As peças, que contabilizavam cerca de mil, tinham dois metros de altura, quase 20kg e foram dispostas a 1,5 metro de distância uma da outra, além disso, todas foram cuidadosamente decoradas por estudantes alemães.

Enquanto o dominó de uma extremidade foi empurrado pelo ex-presidente da Polônia, Lech Walesa – figura preponderante no que concerne ao fim da Guerra Fria –, o bloco do outro extremo foi empurrado pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso. O muro de dominós desabou ao som de “We are one”, música do DJ Paul van Dyk feita especialmente para a ocasião, denotando a ânsia pela unidade efetiva da população alemã.

Paredão de dominós é derrubado em homenagem à queda do Muro de Berlim.

  Após 20 anos da queda do muro, ainda pairam dúvidas acerca do verdadeiro número de mortos na tentativa de transpô-lo.

 

Chris Gueffroy, última pessoa abatida ao tentar transpor o muro.

Apenas onze dias após o término da construção do Muro de Berlim, o primeiro alemão da parte oriental foi abatido ao tentar passar para o outro lado. Até hoje, 125 mortes foram confirmadas, todavia, estudiosos acreditam que mais de 200 pessoas perderam a vida nos arredores do muro. Atualmente, pesquisadores tentam esclarecer as reais circunstâncias em que as vítimas morreram – a maior parte era constituída por homens com cerca de 30 anos, mortos quando tentavam transpor a barreira em direção à Berlim Ocidental.

A última vítima dos guardas fronteiriços foi Chris Gueffroy, assassinado com dez tiros, em fevereiro de 1989. Num primeiro momento, os guardas que mataram Gueffroy foram condecorados, contudo, após a reunificação da Alemanha, tiveram que arcar com processos. O responsável pelo tiro fatal, Ingo Heinrich, foi sentenciado com uma pena de três anos e meio de reclusão.

Não existe número exato de mortos nesse caso porque, assim como o regime militar brasileiro, a RDA impedia a divulgação de informações sobre os incidentes ocorridos na fronteira. Vários processos judiciais foram instaurados e concluídos, sendo que o derradeiro se encerrou com uma sentença condenatória, no dia 9 de novembro de 2004 – justamente 15 anos após a queda do Muro de Berlim.

  A barreira física imposta à Berlim não representava apenas a divisão da cidade, mas a divisão do mundo em dois blocos ideologicamente distintos: o socialista e o capitalista.

 

Em 1961, a RDA inicia a construção do Muro de Berlim.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a capital da Alemanha, Berlim, foi repartida entre os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética – até então, aliados na luta contra o nazi-fascismo. Contudo, os países capitalistas fundiram seus territórios, formando a chamada República Federal da Alemanha – a Oeste – e, consequentemente, acirrando a disputa tácita com a União Soviética que, por sua vez, constituiu a República Democrática Alemã – a Leste. Enquanto as zonas capitalistas evoluíam bem sob a administração dos próprios alemães, as zonas socialistas enfrentavam dificuldades, até porque eram trechos rurais, denominados junkers, subjugados aos soviéticos.

A guerra ideológica impingida pelas duas potências – conhecida como Guerra Fria, por não ter o enfrentamento efetivo das mesmas – anulou as chances de reunificação da Alemanha, apesar da coexistência pacífica, firmada por diálogos entre as potências, a fim de evitar um desastre nuclear. Até o ano de 1961, os berlinenses podiam passar livremente de um lado a outro da cidade, porém devido a migração maciça para o ocidente, o governo oriental decidiu reforçar o controle sobre a população. Em agosto do mesmo ano, a RDA deu início à construção de um muro na cidade de Berlim, como forma de impedir a fuga dos moradores orientais para os bolsões capitalistas. Além disso, também instauraram leis que não consentiam a passagem para a região Oeste. Dessa maneira, o Muro de Berlim se tornou o maior símbolo da bipolaridade, isto é, a separação do mundo em áreas de influências do Capitalismo e do Socialismo.

O muro cortou cemitérios, bairros e ruas – portanto, inúmeras famílias foram separadas à força. Ele tinha cercas elétricas, valas e mais de 300 torres de vigilância com soldados armados, prontos para atirar em qualquer pessoa que tentasse ultrapassar o paredão. No decorrer de mais de duas décadas, pelo menos 125 pessoas foram mortas, cerca de 200 ficaram feridas e mais de 3.200 foram presas, suspeitas de planejar fuga.. A estética da obra, por sua vez, era tosca e cinzenta, denotando a falta de sensibilidade das autoridades soviéticas, que puseram em xeque a imagem do Socialismo ao realizar uma estrutura tão bruta – não só na aparência.

As potências ocidentais ficaram insatisfeitas com a manobra da União Soviética, porém não fizeram efetivamente nada para derrubar o muro. A zona Oeste de Berlim, mais industrializada e que até então recebia mão-de-obra da região Leste, passou a estimular a vinda de trabalhadores turcos, já que o fluxo de migrantes berlinenses tinha sido reduzido de forma drástica.

No dia 9 de novembro de 1989, com o enfraquecimento da União Soviética, a população alemã de ambos os lados se uniu e derrubou o muro, que representou por muito tempo a partilha da Alemanha e, acima de tudo, a bipolarização do mundo durante a Guerra Fria. Por 28 anos, os alemães conviveram com a violência propagada pelo Muro de Berlim e, consequentemente, com os estereótipos criados por ele – que continuam arraigados à sociedade alemã, que ainda distingue, com algum preconceito, suas regiões e seus respectivos costumes.

Guerra Fria

Guerra Fria: As áreas de influência do Capitalismo e do Socialismo.

O fim da Segunda Guerra trouxe grande alteração no cenário mundial. Até então, o centro econômico, político e cultural estava situado na Europa Ocidental, onde se produzia grande parte das riquezas do mundo e de onde brotavam movimentos políticos, artísticos e culturais que influenciavam grande parcela da humanidade. A Segunda Guerra marcou o declínio da supremacia europeia no mundo. A partir de então, duas potências passaram a liderar a política mundial: os Estados Unidos e a União Soviética.

Antes mesmo do término da Segunda Guerra, a humanidade se viu mergulhada no que se pode chamar de Terceira Guerra Mundial. A Guerra Fria dominou o mundo a partir dos conflitos entre EUA e URSS na segunda metade do século XX e sua particularidade residia no fato de não oferecer perigo quanto ao surgimento de uma nova guerra mundial. Os países envolvidos encontravam-se divididos em dois grandes blocos: o comunismo e o capitalismo. A URSS controlava e influenciava parte do globo, enquanto os EUA exerciam controle e influência predominante sobre o resto do mundo capitalista, hemisfério norte e oceanos, em troca, não invadiam terras sob a hegemonia soviética.

O problema eram os velhos impérios coloniais que mais cedo ou mais tarde chegariam ao fim. Com isso, o futuro dos novos Estados pós-coloniais tornou-se incerto. E foi exatamente nessa área que as duas superpotências continuaram a competir, buscando apoio e influência durante os anos da Guerra Fria. De fato, até meados da década de 1970, a situação no quadro político-econômico mundial pode ser considerada estável, ainda que de forma razoável. Até então, EUA e URSS se acostumaram à divisão desigual do mundo e evitavam choque aberto entre suas Forças Armadas para resolver disputas referentes à demarcação, e, ao contrário da ideologia da Guerra Fria, previam coexistência pacífica entre elas, ainda que a longo prazo. Mas não demorou muito para as unidades que integravam o sistema internacional entrarem em outro momento de crise política e econômica.

No pós-Segunda Guerra, os conflitos regionais ganharam significado mundial em decorrência da Guerra Fria. Cada uma das duas superpotências, URSS e EUA, procurou intervir nas guerras locais tendo em vista a hegemonia mundial. Qualquer mudança política regional alterava o equilíbrio de forças no tabuleiro da política internacional das duas potências. Em algumas dessas guerras, a intervenção das potências se deu de maneira indireta e era pouco visível, como no conflito árabe-israelense. Em outras, o envolvimento foi maior, e o significado internacional dos conflitos obscureceu o sentido local. É o caso, por exemplo, da Guerra do Vietnã, que começou como uma luta nacional contra a dominação colonial francesa e se tornou um símbolo da Guerra Fria.

Pelos tratados assinados entre as grandes potências, a URSS devia restringir sua influência apenas à Europa Oriental. Em 1946, Churchill, primeiro-ministro inglês, propôs uma aliança dos países ocidentais para deter o que ele denominava de avanço comunista. Dizia ele que, por trás dos argumentos soviéticos de manter uma zona de segurança contra uma eventual invasão alemã, o que ocorria de fato era que os soviéticos estavam transformando os países do leste em sua área de influência, em satélites em sua órbita. Nasceu, então, a expressão cortina de ferro, referência aos tanques soviéticos instalados naqueles países, e conclamou os americanos a tomar alguma providência em nome das democracias ocidentais.

O governo americano percebeu que o sistema de alianças que estava montando só seria forte se a economia dos países participantes também fosse forte. Para tanto, o capitalismo europeu precisava ser reerguido depois de ser destruído pela guerra. A estratégia americana se baseou na ajuda econômica aos países devastados pela guerra. Conhecido como Plano Marshall – nome do então secretário de Estado norte-americano – esse projeto consolidou a hegemonia dos EUA na Europa Ocidental.

De fato, a formação desses dois blocos antagônicos conduziria a um impasse nas negociações sobre o futuro da Alemanha. O bloco liderado pelos EUA desejava que a Alemanha caminhasse para o capitalismo e se agregasse a ele. A URSS desejava exatamente o contrário. A questão alemã só foi resolvida em 1949, com a divisão do território em duas partes. Foi criada a República Federal Alemã, ligada ao bloco capitalista, e a República Democrática Alemã, ligada ao bloco comunista. A Guerra Fria começava a dar seus frutos.

Seja Bem-vindo ao blog!

Você sabia que a Guerra Fria foi um período marcado na História por lutas de valores e não, por sangue? Apesar de, é claro, ter tido extermínios que antecederam o evento, já que, na Segunda Guerra Mundial que precedeu a Guerra Fria, mais de seis milhões de poloneses morreram e, 20 milhões de cidadãos da União Soviética. Uma parte da Prússia Oriental ficou com para URSS e a outra com a Polônia, enquanto a Pomerânia foi entregue em boa parte, também à Polônia, ficando o restante com a Alemanha. Assim, este foi um dos passos da divisão do território alemão e inicio da briga de ideologias no país, que representou o mundo.

Em outras palavras, a Guerra Fria é a designação atribuída ao período histórico de disputas estratégicas e conflitos indiretos entre os Estados Unidos e a União Soviética. Parte dos historiadores defende que esta foi uma disputa entre o capitalismo, representado pelos EUA e o socialismo, defendido pela URSS.

Enfim, este blog, que lhe dá boas-vindas, visa coletar matérias e reportagens e, aprofundá-las em conteúdo teórico e retratar tal período que marcou do início brutal do capitalismo, através do estereótipo do “Muro de Berlim”, antes conhecido como “barreira conta o fascismo”.

Nós, Marina Angélica Venuto, Pâmela de Andrade e Sarah Ferrari de Lima, alunas de jornalismo do Centro Universitário FIEO, 4º semestre – 2009, somos as autoras do blog “O muro de Berlim”. O portal fará parte da segunda avaliação (sim, é como uma prova) da disciplina História II, ministrada pela professora Maria Cecília, conhecida como Ciça.

Portanto, embarque nos fatos, dados, contos, e mitos do fantástico “O Muro de Berlim” e boa leitura!

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